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Audi Q3 – Defeitos e Problemas

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A Q3 é uma SUV de luxo que traz tecnologia e desempenho exemplar (pelo menos em algumas versões), passou a ser montada no Brasil recentemente mostrando a confiança do grupo no modelo.

Certamente não se discute a tecnologia e a sofisticação dela, mas como todo carro de luxo a pré-compra deve ser feita com cautela, se está pensando em comprar uma unidade usada ou seminova fique de olho nos principais problemas e reclamações.

Chegou ao mercado nacional oficialmente em 2012, pegando o embalo da sua irmã Tiguan, com a missão de bater de frente na Evoque, o motor EA888, o famoso 2.0 TSI da VW, equipava todas as unidades, porém com 170 cv na versão Attracion e Ambiente e na versão Ambition são 211 cv.

Com o câmbio DQ500 automatizado de 7 velocidades, 0 a 100 km/h para ambas as versões fica abaixo dos 8s e a velocidade máxima acima dos 210 km/h.

Existiu também a versão com o motor 250 TSI 1.4, com o câmbio DSG6 (DQ250) com 0 a 100 km/h na casa dos 9s e velocidade máxima de 200 km/h.

Já partia com bancos em couro, ar-condicionado digital, direção elétrica, sistema de som com Bluetooth e faróis xênon DRL, ABS, seis airbags e controle de estabilidade (ESP) e muito mais.

Porém nem tudo são flores, abaixo estão os principais pontos de reclamação dos donos e defeitos apresentados:

Carbonização das válvulas e admissão

Em veículos com injeção direta, especialmente nos TSI, há formação de depósitos nas válvulas e admissão.

O problema se dá pela recirculação dos vapores de óleo, que vai se depositando por onde passa e, como o combustível é injetado diretamente na câmara de combustão, ele não consegue limpar esses depósitos, que vão se acumulando cada vez mais.

Em casos graves, pode inclusive atrapalhar o movimento das válvulas, causando um atropelamento.

É muito raro isso acontecer, mas de qualquer forma separe um dinheiro para fazer a limpeza preventiva, que vai variar de R$ 400,00 a até mais de R$ 1.000,00, dependendo da oficina.

Bomba d’água e de combustível apresentam problema

São dois componentes que costumam apresentar defeito com uma certa frequência, a bomba de combustível não costuma dar muito sinal antes de queimar e custa à partir de R$ 1.500,00 (podendo passar dos R$ 3.000,00).

A bomba d’agua pode apresentar vazamentos e redução no nível do fluído de arrefecimento, custando a partir de R$ 500,00 (paralela) que, somado à mão de obra, representa um custo considerável.

Câmbio automatizado requer manutenção

Os câmbios automatizados DQ250, disponível nas versões 1.4 TSI, e DQ500, das versões 2.0 TSI, requerem uma manutenção mais cuidadosa que um câmbio automático convencional

Eventualmente apresentam desgaste prematuro das embreagens, que podem começar a patinar e reter as marchas, a troca das embreagens é bem cara (passando fácil dos R$ 10.000), então vale a pena observar o funcionamento do câmbio com cautela.

Custos de manutenção elevados

Apesar da manutenção não ser tão cara quanto a maioria dos importados, tenha em mente que não é dos mais baratos de manter, uma bobina original pode custar mais de R$ 1.000, bicos injetores

Peças de acabamento e outras que costumam ser baratas, podem facilmente passar dos mil reais, então muita atenção à conservação e histórico de manutenção da unidade que está avaliando.

Tração integral merece atenção

O fluído do diferencial traseiro das unidades com tração integral tem que ser trocado periodicamente, o que muitas vezes não ocorre por falta de conhecimento dos donos e das oficinas menos especializadas, o fluído é um pouco caro (na faixa de R$ 500,00 o litro na concessionária), então fique atento.

De olho nas peças de acabamento

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As peças de acabamento custam caro e podem se quebrar ou desgastar com facilidade, existe ainda a questão do roubo dessas peças, que infelizmente ocorre com certa frequência.

Faróis custam facilmente mais de R$ 2.000,00 cada e as lanternas R$ 700,00, a grade frontal com frisos custa mais de R$ 4.000,00.

Cuidado com alterações de performance

Como você já sabe, a Q3 2.0 anda bem, e os motores TSI são um prato cheio para entusiastas, eu não vou dar sermão aqui e falar que remapeamento condena o carro e toda essa história que você já está cansado de ouvir.

O grande problema está na qualidade do serviço executado e o uso que se dava para o carro, lojas costumam reverter essas alterações, ficando difícil saber a procedência.

Se estiver comprando o carro particular, converse abertamente com o vendedor e questione onde foram feitas as modificações, aí pode escolher reverte-las ou não, sabendo que isso é um custo a mais na aquisição.

Desempenho da versão 1.4

O motor 1.4 TSI não é fraco, só não apresenta um desempenho satisfatório para um carro de luxo grande como a Q3, é o mesmo utilizado na A1, por exemplo, e nela vai muito bem.

Conclusão

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Certamente é uma ótima opção de compra no mercado de usados, com muitos opcionais, desempenho de fazer inveja em alguns esportivos, ótimo comportamento dinâmico e conforto, tem tudo para ser uma boa compra.

O maior, porém, se dá no custo e cuidado com a manutenção, ela não aceita desaforo com peças de baixa qualidade ou descaso com a preventiva, a manutenção corretiva costuma ser cruel.

Fique atento às peças de acabamento internas e externas, peças faltantes ou quebradas podem ser caras e difíceis de achar.

Se possível opte pelas versões mais completas e com o motor 2.0, é um conjunto mais robusto e traz um desempenho excepcional, quanto a versão 1.4 traz um comportamento “OK” mas que não empolga.

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Autor: Luca Magnani

Engenheiro mecânico na indústria automotiva, pós graduado pela Universidade da Indústria do Paraná em Engenharia de veículos elétricos e híbridos.

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